20 May 2019

Outfits & Travel | Cuba Chronicles II - Goodbye Havana!


O segundo relato das minhas Crónicas de Cuba está aqui!
Entre 26 de Abril e 5 de Maio, como quem me segue pelo Instagram já sabe, 
andei por terras cubanas,
2 dias em Havana, 3 dias na região de Pinar del Rio (Viñales) e 5 na região de Varadero.

Hoje irei mostrar-vos (ainda!) mais fotos da capital cubana, 
as suas cores vibrantes e retratos das suas gentes!
Se não viram o diário do primeiro dia, podem lê-lo aqui!

Para este segundo dia, escolhi peças de roupa leves e frescas: 
as minhas calças vermelhas bem soltas e um top curtinho estampado! 
Não tenho usado muita roupa colorida ultimamente, 
e é algo que não usaria fora do contexto de férias...mas em Cuba, sê cubano, certo?

Espero que gostem de ver Havana através dos meus olhos e acompanhar mais um dia desta minha aventura!

Beijinhos

red palazzo pants: Mango | top: ZARA | sandals: Stradivarius | bracelet: Sfera | sunglasses: Lefties

Today I'm gonna show you my second day at Havana, Cuba's capital,
with all it's colors!

Hope you like it!

O segundo dia em Havana foi passado a deambular pelas ruas, 
a visitar alguns dos pontos que ainda nos faltavam, mas sem grandes pressas.
Estávamos com vontade de “sentir” a cidade,  e não de fazer vistos numa “checklist” imaginária. 


Assim, aproveitámos para ter uma melhor visão do Capitólio, e, depois disso, seguimos rumo à Plaza Vieja.


Pelo caminho, deixámo-nos apaixonar pelos edifícios e igrejas, 
cuja riqueza contrastava com a degradação dos arredores da cidade!
Nesta zona da cidade, notava-se um maior cuidado, e a cidade brilhava!

Plaza Vieja

Plaza Vieja

Plaza Vieja


Continuamos o nosso caminho, rumando à Praça de San Francisco
onde apreciámos a dança de uma miríade de pombos...


Nas suas imediações, visitámos os jardins 
de uma galeria de arte, onde curiosos lagartos se espraiavam preguiçosamente sob o sol cubano.
Confesso que nenhuma das obras lá expostas me cativou tanto quanto os pequenos répteis de cauda amarela!


Prosseguimos preguiçosamente pelas ruas, 
e não resistimos a estes churros feitos na rua, fresquinhos e bem crocantes!


Passámos ainda pelo café La Columnata Egipciana, onde o Eça de Queirós se demorava, 
na altura em que era cônsul. 
Mas não pensem que foi aqui que o autor escreveu “Os Maias”...nada disso! 
Consta que neste período, ele não foi especialmente produtivo nos seus escritos, 
tendo-se dedicado mais à componente política.


Falando em escritores, no centro de Havana há uma série de estátuas celebrando escritores bem conhecidos, 
como o caso do nosso grande Luís de Camões. 


Durante o passeio, em busca de alguma frescura, visitámos o emblemático Floridita
o bar frequentado pelo Ernest Hemingway. 
Provei um Daiquiri de manga divinal, bem fresquinho! 
Com música ao vivo, e sob o ar condicionado, passámos um bom bocado. 


Depois de explorar mais um pouco o coração da cidade, vendo as crianças que brincavam na rua, alheias a tudo, constatámos que a alegria está mesmo nas pequenas coisas, 
nos skates improvisados que se constroem, no formato redondo de uma bola... 
Nem sempre a pobreza habita numa carteira vazia!


Foi com este pensamento feliz aquecendo-me o coração que me despedi de Havana!
Mas a aventura deste dia ainda não tinha terminado:
faltava levantar o nosso carro de aluguer, para rumar ao nosso destino seguinte! 
Assim, fomos recolher a bagagem 
e encetámos a busca de um táxi para nos transportar ao ponto de recolha.
Ora, acontece que, em Cuba, o clima é bem temperamental, 
por isso foi nesse preciso instante que começou mais uma chuvada! 
De mochilões pesados e sob as beiras das casas, demorou bastante tempo até que algum táxi se dignasse a parar; felizmente, o Yandry, montado no seu Chevrolet de 1950 laranja, surgiu, 
qual príncipe no seu cavalo branco, e a nossa viagem pôde continuar.
(Quer dizer, em boa verdade só conseguimos seguir pela Autopista Nacional, 
depois de esperar uns 15 minutos para abastecer com gasolina especial 
(segundo percebemos, a quota da hora anterior tinha sido atingida). 
Mas isso são detalhes.)


O nosso destino final era Pinar del Rio, e, malgrado as parcas indicações, 
conseguimos lá chegar em cerca de 2 horas. 
A auto-estrada - se é que assim se pode chamar! - tinha a particularidade de estar pejada de frequentadores inusitados: 
pessoas pediam boleia no meio das vias, enquanto outras praticavam a sua corrida como se nada fosse, 
enquanto tractores e carruagens com burros e cavalos (até uma junta de bois!) se arrastavam nas vias!
À parte isso, a viagem foi encantadora, 
fomos agraciados com um lindíssimo pôr-do-sol, uma paisagem pitoresca e até pirilampos 
(que eu nunca tinha visto!).


Chegámos à pacata cidade de Pinar del Rio pelas 21h30, 
e como não tínhamos nada marcado, percorremos as ruas até encontrar onde dormir. 
Valeu-nos uma dentista de seus 60 anos, q
ue nos indicou 2 locais para alugar, quando já temíamos ter de dormir no carro! 
Depois disso fomos comer ao Café Ortuzar, não sem antes encontrar um casal de terceira idade, 
cujo homem tinha um irmão médico a trabalhar em Cuba, mas no Alentejo (como o mundo é pequeno!), 
e que queria muuuuito conversar! 
Depois do serviço mais leeeento e ineficiente da história, 
pela meia noite comemos os nossos hambúrgueres 
e pudemos descansar para enfrentar mais um dia de aventuras.

Espero que tenham gostado de mais um relato realista dos meus dias em Cuba!
Não percam o próximo episódio!

PHOTOGRAPHED BY DIOGO AND ME

1 comment:

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